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As Teorias da Elsa

Um blog que pretende motivar, inspirar, informar e dar a conhecer sítios e lugares surpreendentes.

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Ginásio: Como superar os complexos

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Estou a treinar com a maior convicção do mundo e com a esperança de que talvez um dia consiga ter uma cinturinha de vespa... e de repente... ao meu lado, aparece aquela boazona com mais meio metro do que eu, um grande e jeitoso par de mamas e a tal cintura que sempre invejei. Começo a observar pelo canto do olho o que é que a dita quase top model faz a mais ou a menos do que eu. Quase que os pesos me caiem ao chão, tal é a falta de concentração no meu treino. Os homens gigantes e musculados também vão desviando o olhar, e parece que quando olham para mim me lançam aquele pensamento do tipo "é mesmo boa". Começo a sentir-me cada vez mais "pequenina". Tento concentrar-me no meu treino e aumentar de 18 kg para 25 kg o press de braços (aquela máquina que estica e flete os bracinhos). Como aumentei 7 kg por causa da "outra" só aguento metade do tempo...

 

O que eu tenho para vos dizer meninas (os meninos também podem dar a sua opinião) é que se isto já aconteceu convosco e se acabaram por se sentir como se fizessem parte de uma série humorística... riam-se porque já somos duas. É impressionante como às vezes nos conseguimos sentir tão desajeitadas e há sempre a típica marrona do ginásio que até é capaz de correr na passadeira só com uma perna.

 

Agora até estou mais magrinha e um pouco mais ágil... mas sobretudo mais à vontade com o meu corpo e com quem me rodeia. Esses complexos de inferioridade já lá vão e o melhor? Sou muito mais feliz! Quero lá saber se há uma gostosa ao meu lado a levantar 50 kg. Eu levanto os quilos que eu quiser e os que for capaz. Não sou pessoa de desistir e talvez um dia chegue lá... mas não tenho de ser igual a ninguém.

 

Hoje deixo-vos esta mensagem sobretudo porque às vezes olho em meu redor, no ginásio, e vejo muitas meninas e até senhoras pouco à vontade, mas não devem ter vergonha e muito menos complexos. Sou defensora do exercício sobretudo porque acredito que proporciona bem-estar físico e psicológico. Faz bem à saúde e deixa-nos com uma sensação de leveza inexplicável. Como já vos contei aqui, vou ao ginásio à hora de almoço e muitas vezes dou por mim a chamar-me louca pelo sacrifício e correria que faço para conseguir ir. A grande recompensa vem depois, quando saiu e me sinto renovada.

 

Talvez aquela gostosona que treina ao meu lado esteja lá uma manhã inteira, mas eu não consigo. No entanto, sinto-me extremamente orgulhosa por estar lá meia hora e por todos os dias conseguir superar-me.

 

Claro que adorava ter um corpo de sonho, mas além de só depender de mim, tenho o corpo que consigo (recordem aqui um dos meus truques para, pelo menos, ir mantendo a coisa estável).

 

O que fazer então?

- O meu conselho para superarem os complexos passa sobretudo por se aceitarem tal e qual como são.

- Depois de se aceitarem e de gostarem de vocês próprios, aprendam ou reforcem hábitos mais saudáveis. Não adianta estar um dia inteiro no ginásio se depois como tudo o que me apetece.

- Pensem primeiro na vossa saúde e só depois em perder peso ou em definir o vosso corpo.

- Não deixem de olhar para as outras... Não tem mal nenhum, desde que não destabilize a vossa concentração (deixar cair um peso num pé pode ser fatal).

- Aos poucos vão começar a ver resultados, encarem-nos como uma motivação e nunca como algo do género: "Perdi 3 kg, já me posso esticar". O nosso corpo não é elástico. E este tipo de pensamentos podem causar marcas bem visíveis (as estrias são um bom exemplo disso).

- Nunca, em momento algum tenham vergonha do vosso corpo, seja porque motivo for. Podem existir muitos motivos para não termos, nem conseguirmos ter, o corpo perfeito, mas a perfeição existe? Claro! A perfeição és tu, sou eu, somos nós tal e qual como nascemos, crescemos e com todas as condicionantes da vida. O mais importante é sabermos aceitar o que nos está destinado. ACEITAR!

 

Força e coragem para todas e até todos (mais não seja os tais musculados de dois metros) que se identificam com as minhas palavras!

 

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