Sentimentos | Adeus Recordações!

Ao longo do tempo vamos guardando inúmeras recordações, mas a verdade é que não podemos guardar tudo, não concordam?

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Ontem tive de fazer uma limpeza e dizer adeus a algumas recordações.

A razão é muito simples: a casa dos meus pais já não me pertence e já não tenho o direito de a encher com coisas que possivelmente nunca mais servirão para nada.

Desfiz-me dos meus livros da escola, dos meus trabalhos, dos meus testes, das minhas frases soltas que diziam: “Que seca!”…, “Elsa ama x…”, e tantas outras coisas…

Cada papel, cada recordação, que separava para o saco do lixo tinha a sensação de estar a ser picada por um alfinete.

Eram as minhas coisinhas!

Cada linha dos meus cadernos da escola representava uma imagem, um dia, um episódio da minha vida.

Não podia guardar estas recordações para sempre, é um facto, mas tive pena!

Sempre adorei estudar, ler e escrever.

Deitei fora a minha primeira “obra” de ficção.

Aquela que se passou numa casa assombrada, possivelmente inspirada nos livros “Uma aventura…”, deitei fora os meus desabafos sobre este e aquele rapaz que me chamava a atenção, deitei fora tanta coisa!

“Temos de fazer uma seleção, não podemos guardar tudo”, foi isso que sempre disse à minha mãe cada vez que ela guardava esta e aquela coisinha.

Mas a verdade é que custa!

Tentei guardar todas aquelas memórias no meu disco rígido cerebral.

É o que me resta de bem mais de 10 anos a estudar.

A ser feliz a estudar e a desejar quase todos os dias para crescer, tirar a carta e ser adulta.

Agora sim, é que estava capaz de escrever “Que seca!”.

Afinal os anos mais despreocupados da minha vida foram estes.

Aqueles em que estudava e tentava (estupidamente) ser adulta num universo de crianças e adolescentes.

Brincava com números, com letras, com trabalhos manuais…

Nunca tive jeito para trabalhos manuais, mas sempre gostei de cantar, dançar e representar.

Precisava de um microfone, mas não podia ser um qualquer.

Tinha de ser personalizado e aproximado à minha imagem.

Então tive de arregaçar as mangas e fazer o meu próprio microfone.

Este:

IMG_20161201_194448.jpg

Sim, eu sei que parecenças com um microfone tem poucas, mas foi uma bela tentativa para, passados estes anos todos, me rir bastante da minha imaginação.

É tão bom ter no meu currículo experiências destas, que me apaixonam também por esta Elsa despachada e ao mesmo tempo desajeitada, que talento não tem nenhum para artes plásticas.

Era tão bom ser criança no meu tempo.

Tudo servia para me entreter.

A minha imaginação levava-me a viajar durante horas à volta de um pinheirinho e com bonecos feitos de molas.

Isto quase que parece conversa dos nossos pais e avós que dizem: “No meu tempo…”, mas apesar de ter saudades desse tempo, só tenho de agradecer às novas tecnologias que tornaram um monte de coisas bem mais fáceis de recordar.

Não podemos guardar tudo!

Não podemos guardar todas as nossas recordações!

Existem páginas que têm de ser viradas e são tantas aquelas que vão ficando por virar.

Tenho um futuro lindo pela frente e o tal disco rígido cerebral, por isso, o que mais posso pedir?

Espaço para poder viver todas as coisas boas e as menos boas (todos sabemos que existem, mas também não precisamos de pensar nelas) que o destino (ou seja o que for) me preparou!

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Eu sou a Elsa e tenho 29 anos. Sou uma mulher feliz e cheia de teorias. Adoro viajar, estar por dentro das novidades de lifestyle e casei-me em 2017, por isso, também tenho muitas dicas para vos dar. Espero que gostem do meu cantinho!

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